Em outubro de 2018 começou a ser oferecida pela Disney uma refeição com personagens bem bacana: um jantar com a Rainha Má. Bom, na verdade é uma refeição na “floresta encantada”, onde a Branca de Neve e os anões passam pelas mesas e interagem com os clientes! Mas o grande destaque é mesmo para a Rainha Má, que fica num “livro” posando para fotos, com toda a empáfia e cara brava que vemos no filme!

No dia que fomos, a cast member estava totalmente no papel! Além de muito bonita, era muito, mas muito convincente na cara feia! Lembro que falei, ao tirar essa foto, que ela não sorria, mas eu ia sorrir mesmo assim… Ela respondeu de pronto: “Sorrir dá rugas!” Adorei!

Além dos personagens, o jantar em si é muito caprichado e vale a pena falar sobre ele.

Você chega na floresta encantada e uma atendente indica a sua mesa. A nossa ficou bem num cantinho, mas achei bom, pois tínhamos uma visão bem legal de todo o salão.

Nossa atendente Katie era super simpática, e nos explicou em detalhes o que estava incluído na refeição. Dessa vez utilizamos o Disney Dining Plan, então além da refeição, tivemos direito a um drink!

 

“Enchanted Apple” e “Evil to the core” os nomes são sensacionais

 

A pequena ganhou uma limonada “mágica” que funcionava assim: a atendente perguntava que cor resulta da mistura de azul com amarelo… Aí, a criança responde que é verde… Mas, como a Katie disse, “na floresta mágica acontecem coisas estranhas quando você mistura poções mágicas” e ao misturar a limonada com um líquido azul, ela fica roxa!!!

Como sabemos, os detalhes são importantes e não ficam de lado! O guardanapo fica sobre o prato, preso por uma maçã mordida, assinada pelos anões:

No centro da mesa há uma mini árvore giratória, onde são dispostas as entradas e, ao final, as sobremesas.

As entradas estavam bem gostosas, valeram a pena mesmo! Essa sopinha no caldeirão de poção mágica estava deliciosa. A empanada também, muito boa! No pote, era um coquetel de camarão diferente, nunca tinha visto nessa apresentação. E ainda teve a entrada infantil:

 

 

Com relação aos pratos principais, já havia lido algumas resenhas. Pedimos dois pratos para adultos e uma porção infantil. Pedi o nhoque – A Stroll through Nature – e achei razoável – até porque eu sou bem exigente para nhoque! O maridão pediu O “Cottage” Seafood Stew, e estava bem bonito e ele gostou (acho até mais do que eu gostei do nhoque). Para a pequena, pedimos o Royal Prime Rib Roast.

Uma coisa que a Katie nos ensinou é que quando queremos que a comida venha toda separadinha, podemos pedir “military style” – aí, vem cada coisa num potinho, sem misturar nada com coisa nenhuma. Excelente para quem tem restrição alimentar ou simplesmente não gosta da comida misturada. Nunca tinha ouvido essa expressão…

As sobremesas também estavam bem gostosas! Mas depois de um jantar tão lauto, nem consegui comer todas. Foquei no que gostei mais, que foi a verrine e a maçãzinha, que era na verdade tipo um mousse de chocolate branco com um toque amarguinho na parte vermelha, para quebrar o doce. Tanto na verrine quanto na maçã, essas pecinhas (folha e chapéu) eram feitas de chocolate. Essa outra (Gooseberry pie), que estava bem bonita, estava fraquinha; não gostei.

Durante o jantar, a floresta se ilumina e a Branca de Neve aparece, passando entre as mesas e se apresentando. Nisso, a Rainha Má fica lá, com cara de poucos amigos…

Também aparecem alguns anões, que vêm à mesa e tiram fotos, dançam entre os clientes e fazem graça. No nosso dia eram o Dunga e o Zangado. Acredito que devem variar.

Para tirar foto com a Rainha Má – eu disse que ela é o borogodó da parada – é preciso entrar numa fila… Mas tudo organizado, nossa atendente nos indicou a hora a estar lá; eles controlam o fluxo para a fila não ficar grande e não tumultuar o restaurante. Lá havia fotógrafo oficial, logo as fotos que tiramos, como a que apareço sorrindo ao lado da cara feia da Rainha –  foram para o nosso Memory Maker.

Pensa que acabou? Ainda tem o último detalhe: ao final da refeição, a Katie nos trouxe “um presente do caçador”: uma caixinha linda onde há pipocas carameladas e bombons de chocolate!

 

A conta fica bem salgada para aqueles cuja realidade se concretiza em Reais. Mas, como nós optamos pelo Dining Plan, essa era uma das refeições “table” e correspondia a só um crédito. Então, valeu muito a pena. Mas lembre-se: mesmo com o plano de refeições, as gorjetas devem ser pagas – e lá a gorjeta corresponde a um valor entre 18% e 20%. Inclua esse valor nas suas estimativas. Ah, e a gorjeta é sobre tudo: por mais que o drink estivesse incluído no crédito table, ele compõe a conta para fins de cálculo do serviço. Outra dica: o plano de refeições, na maioria dos restaurantes table que fomos,  dava a opção de uma bebida alcóolica para os adultos. Mas essa não era cumulativa com os refrigerantes, que em geral são refil. Então, se você pede o drink e depois quiser pedir um refrigerante, terá que pagar o refri por fora.

Abaixo, umas fotos do cardápio:

Não sei se deu para ver na primeira página, mas o preço quando da nossa visita era USD 55 para adultos e USD 35 para crianças (sem as bebidas, taxas e gorjetas).

Aqui, o cardápio infantil – que sempre vem com desenhos, atividades e indica as opções para crianças:

Essa refeição é oferecida no restaurante Artist Point, no Wilderness Logde, um dos hotéis de alto padrão da Disney. Logo ao entrar você entende a diferença de preço entre os hotéis econômicos e os de categoria luxo.

A estrutura é totalmente diferente. O hotel é bem bonito, todo em madeira, muito rústico. Como chegamos um pouco antes do horário, deu para ficar um tempinho ali, passando vontade de ser um cliente super vip…

Para chegar lá, como estávamos no Pop Century e não havíamos (ainda) alugado um carro, tivemos que fazer uma baldeação: sair do Pop em direção a um parque (no caso o Magic Kingdom) e de lá pegar um ônibus para o hotel. Tudo ótimo, tudo legal na ida… Estávamos descansados e não estava tão frio. Na volta, um frio louco e não havia mais a opção de ir para os parques – que já estavam fechados; somente para o Disney Springs. Só que era tarde, estava frio…

Sistema informativo do horário dos transportes

A sorte é que o mesmo ônibus que nos levou ao Disney Springs, chegando lá iria para o Pop. Por gentileza da motorista, os hóspedes com esse destino não precisaram descer… Ainda bem, porque senão teria que ir em outro, pois o ônibus lotou, foi gente em pé… Nisso, a pequena já dormindo no meu colo. Esse foi um dos primeiros motivos a nos querer fazer alugar um carro e não depender do transporte da Disney. Que é bom… Mas pode ser cheio e requerer esse pula pula de ônibus.

Outras opções seriam pedir um Uber ou um Minnie Van. Pra mim, serviu de lição: mesmo se voltar para um hotel da Disney, eu devo alugar um carro. As distâncias lá são grandes, e se você quiser explorar um pouco dos hotéis, o carro pode ser uma grande comodidade.

No fim, passado esse último sufoco na hora de ir embora – e por ter tido a vantagem do plano de refeições – achei que a refeição valeu muito a pena! Foi um jeito excelente de começar nossa viagem para Walt Disney World… E só seria melhor se do restaurante eu já fosse direto para um quarto… Quem sabe um dia?

Esse restaurante é um dos indicados para se fazer reserva, devido à grande procura. As reservas podem ser feitas com 6 meses de antecedência, e você não precisa pagar, mas tem que deixar um cartão de crédito em garantia. Somente alguns poucos restaurantes, como o Castelo da Cinderela, exigem pagamento antecipado. Mas lembre-se: se fizer a reserva e desistir, cancele, pois eles cobram uma multa de USD 10 por pessoa se não forem ao local agendado no dia. Você consegue cancelar sem multa até a véspera. Então, se reservar, coloque um lembrete no computador, no celular, mas se lembre da reserva!

E aí? Gostou do nosso encontro com a Rainha Má?

 

 

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