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Circuito Brennand em Recife

Na pesquisa sobre o que fazer em um dia em Recife, ouvi falar de Brennand. Meu marido falou “é a oficina”, e eu achava que era o instituto. Não é que nós dois estávamos certos? Em um dia em Recife você consegue conhecer a Oficina Brennand e o Instituto Ricardo Brennand, e acho que um passeio super combina com o outro.

Ambos ficam na região da Várzea, e devido aos horários de funcionamento, começamos pela Oficina Brennand.

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Ela fica num amplo terreno onde o artista Francisco Brennand montou um lugar de sonhos para expor suas obras. Jardins lindos, fontes, laguinhos, um pátio cheio de esculturas… A obra de Brennand é muito típica, e ele é muito conhecido por fazer cerâmicas para pisos e azulejos. Certamente você já deve ter passado por um piso Brennand e ao chegar lá na oficina você se encanta com a criatividade.

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Ele é um senhorzinho já, e no dia ele estava na oficina. Infelizmente não conseguimos vê-lo, minha filha ficou super curiosa e queria tirar uma foto. Empreendemos uma “busca”, mas não o encontramos… Quem sabe numa outra viagem!

Perto da entrada há um café – não cheguei a provar, mas havia bolos lindos e cheirosos! Vendem obras do artista e camisetas de souvenir.  Fica a dica: quem sabe ter de lembrança uns ímãs de geladeira, lápis e canetinhas? Essas são minhas recordações preferidas, e adoraria comprar as peças, mas elas fugiam completamente do meu orçamento!

A única questão a ser levada em consideração, na minha opinião, é o acesso: por ficar numa região mais afastada, para chegar foi tranquilo (usamos 99Pop). Porém, na hora de sair, pedimos vários Uber/99 e não conseguimos ser atendidos. Havia até uma paulista tentando ao nosso lado também, sem sucesso. Fizemos uma carona solidária, e o que nos salvou foi pedir um táxi! Achei no Google uma cooperativa (deixo o telefone no fim do post); ligamos para lá e conseguimos ir para o Instituto Ricardo Brennand.

O Instituto é uma outra pegada. É um museu propriamente dito!

Tem várias salas e áreas, com obras de arte esculturas – Rodin e Botero inclusive.

Lá você pode alugar um audioguia e ouvir sobre diversas obras. O acervo é muito legal, com tapeçarias, bustos, arte em marfim feita na China, louças de séculos atrás… Muita arte falando sobre a época da ocupação holandesa no Recife.

 

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Olha o tamanho dessa tapeçaria!

De acordo com o que vemos lá, a história de colecionador começou quando o senhor Ricardo ganhou um canivete, ainda criança. Isso deu a ele a vontade de colecionar… Começou com esse canivete e hoje o acervo de facas, armaduras, espadas e outros artefatos é sensacional!

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O espaço do instituto é lindíssimo, e hoje é alugado para eventos também. A construção é muito bonita, o espaço todo cheio de verde… A entrada é por uma alameda cheia de palmeiras imperiais… Olha, fiquei encantada!

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Uma dica: se você opta por fazer do nosso jeitinho – oficina primeiro e instituto depois, uma boa ideia é almoçar no Castellus, restaurante que fica na entrada do Instituto Ricardo Brennand.

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No sábado havia um buffet e cardápio à la carte.

Optamos por pedir umas entradinhas que acabaram por nos deixar satisfeitos, e passamos direto para a sobremesa. Ah, havia prato infantil também, o que fechou a refeição. A comida é bem bacana, com uma opções elaboradas! Foi uma ótima escolha.

Independente de onde você vai almoçar, acho que conhecer os dois lugares da família Brennand é um programa imperdível em Recife! Depois me conte sua opinião, ou se você já foi, quais as suas impressões?

Informações práticas sobre o “circuito” Brennand:

Oficina Brennand – horários oficiais do site

Segunda a Quinta: 08:00 às 17:00h
Sexta: 08:00 às 16:00h.
Sábado e Domingo: 10:00 às 16:00h
Feriados nacionais, estaduais e municipais:
Consultem-nos através do telefones: (081) 3271-2466/ 3272-5494

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E não aceitam cartão na bilheteria – aceitam na lojinha

 

Instituto Ricardo Brennand – horários oficiais do site

Funcionamos de terça a domingo, das 13h às 17h.
Última entrada às 16h30 | Os espaços expositivos fecham pontualmente às 17h30.

Observações: Na última terça-feira de cada mês, o acesso é gratuito para todos (exceto nos meses de janeiro, julho e dezembro).

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Aceitam cartão e para alugar o audio guia é preciso deixar um documento

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Para ir da Oficina ao Instituto, pedimos um táxi na cooperativa Serv Táxi – telefone (81) 2122 – 0202, foi o que nos salvou, pois nenhum dos aplicativos completou a viagem (pedimos mais de dez que foram canceladas). A dica então é: ou você está de carro, e está numa boa, ou você já combina com alguém o transfer de saída da oficina, que é um lugar mais isolado. No Instituto há muitos táxis parados na saída, e lá não tivemos problema para pegar transporte via aplicativos.

Nossa hospedagem em Recife: como ficamos um dia antes e dois dias depois de uma viagem para a praia, optei por hospedagens diferentes. No primeiro dia, optei pelo Fity Hotel, pois sabia que não iríamos mesmo à praia, seria mais um lugar para dormir e sair no dia seguinte. Gostei muito do Fity: ele é super novinho, tem uma pegada mais utilitária: o quarto é mais apertadinho, mas tudo novo, o banheiro bom. Servem o café da manhã no quarto. E o melhor: tem um preço honesto. Excelente localização, dava para ir a pé ao Shopping Recife. Ficaria tranquilamente de novo. Como dizem no site, ele “representa uma nova geração de hotel, moderno, confortável e prático. Com localização estratégica para quem viaja a trabalho ou lazer. Um Hotel sem excessos e sob medida pra você”. Atendimento cordial, localização boa, preço justo.  A única informação importante: eles ainda não tem uma rampa para cadeirantes, e numa eventual necessidade o funcionário disse que a equipe auxilia no transporte. E disse também que estão providenciando um elevador adaptado.

Na volta, após ler algumas resenhas do Ricardo Freire sobre hotéis em Recife, optei pelo Nobile Suites, no Pina. O quarto era maior, mais espaçoso! Para ficar dois dias foi uma opção mais confortável, e ainda assim foi um dos mais em conta que achei na época da reserva – mesmo assim, foi mais caro que o Fity. Optei por esse por ter piscina – mas acabamos nem usando… E, como dica de pessoa medrosa que não vai à praia na Boa Viagem: ele fica mais afastado do aeroporto, da feirinha de artesanato… Se fosse novamente, talvez optasse por um mais perto do aeroporto, para economizar no deslocamento. Mas nada demais! Pelo hotel, ficaria de novo! Café da manhã bom, atendimento super cordial, quarto confortável (banheiro um pouco menor do que esperaria). Infelizmente não consegui aproveitas as dicas certeiras do Viaje na Viagem, mas quem sabe na próxima ida…

Adorei o pouco que conheci de Recife! Quero voltar para provar a culinária que infelizmente não consegui! Tinha dicas excelentes de restaurantes, mas não consegui concatenar a ida a nenhum dos que desejava. Vou ter que voltar…

E você? Dicas de Recife?

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