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Passeio em Manaus – Parte 2

O passeio em Manaus – parte 2 na verdade não é em Manaus… É em Presidente Figueiredo.

Quando estávamos discutindo a viagem, a Paula falou “vamos para Presidente Figueiredo, lá tem cachoeiras, é uma delícia”… E eu só pensava que moro a pouco tempo de Pirenópolis, lugar maravilhoso e que também é cheio de cachoeiras… Minha ideia de Amazônia era um pouco diferente… Mas como havia tempo e eu confiava na indicação de quem mora por lá, fomos!

E foi muito legal! Presidente Figueiredo fica próximo de Manaus – cento e poucos quilômetros numa reta praticamente, saindo do hotel onde estávamos:

Manaus - PF
Cálculo do Google Maps

Como fomos numa segunda-feira, pegamos as cachoeiras muito tranquilas, praticamente privativas. Não sei se nos finais de semana fica meio lotado, mas se puder aproveitar para ir no começo da semana, recomendo – cada vez mais gostando menos de muvuca (ainda que eu ame os parques de Orlando).

A primeira parada foi na Cachoeira da Asframa, que fica um pouco antes de Presidente Figueiredo de fato:

 

Repare nessa última foto acima: pouquíssimas pessoas! Meu tipo de cachoeira. Lembrando sempre que eles têm estrutura de mesas, logo imagino que deve ficar bem cheio nos finais de semana.

Uma coisa curiosa que achei: a água não era geladérrima! Sempre que lembro de cachoeiras, me recordo da coragem habitualmente necessária para dar um mergulho. Lá não! A água era bem agradável!

Cachoeira em Presidente Figueiredo
Tudo joia por aqui

De lá fomos almoçar, e na cidade aprendi que na região a gente come tambaqui é de banda! Para quatro adultos esse foi o pedido: uma banda de tambaqui, que vinha com arroz e farofinha.

O mais bizarro: depois de pegar um sol lindo na cachoeira, chegamos à cidade debaixo de uma chuva impressionante… Daquelas que a gente teve que parar perto da porta, tirar as crianças correndo para não encharcar… E essa chuva, magicamente, parou logo em seguida… Coisas da Amazônia, me disseram…

Almoçamos em frente à estátua do índio saindo de um cupuaçu gigante – aliás, gigantes, o índio e o cupuaçu. A região é grande produtora da fruta, e demonstra seu orgulho.

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De lá partimos para conhecer a Lagoa Azul. O nome sugestivo corresponde à entrega: uma lagoa de água azul natural… De acordo com explicações do dono, o fato de haver um solo argiloso faz a água reagir e ficar daquela cor. Aliás, azul e verde! Há duas piscinas com águas represadas e que ficam com cores diferentes devido ao solo do fundo – aliás, uma dica: se você tem nervoso de fundo de lagoa/lago/praia molengo… não pise! Eles alugam aqueles flutuantes exatamente para você poder aproveitar o lugar sem ficar com “nervoso”… É um lugar diferente e interessante, nunca tinha visto! Achei que valeu.

 

 

À noite, fomos jantar no Casa da Tyrsa! A Tyrsa é uma chef super zen, que cozinha atualmente no restaurante-pousada dela. Ela é uma pessoa que acalma a gente só de falar…

 

Você vê que ela vive naquele ritmo, de calma, de paz e serenidade. A cozinha dela também é assim: comidinha caseira, feita na hora, com amor e carinho. O lugar é fofo, cheio de filtros de sonhos pelo caminho e com um astral super legal. Para ter uma ideia de como a Tyrsa é gente boa, as crianças dormiram e para continuarmos lá, jantando tranquilos, ela as acomodou num dos quartos da pousadinha. Muito amor e carinho num lugar!

Com isso encerramos esse primeiro dia cheio de delícias! Quem aí também acha que cachoeira dá uma renovada nas energias?

No dia seguinte, acordamos e fomos em direção à cachoeira da Iracema. Grande e caudalosa, é um barato ver a cor da água mais puxada para rio Negro! Essa cachoeira requer uma caminhada leve, mas que é muito legal porque também apresenta umas paisagens e flora diferente do que estava acostumada!

 

Mais uma cachoeira delícia, mas buscando o sorrisão no rosto da pequena, fomos em direção à cachoeira dos pássaros, porque lá tinha uma tirolesa! Não tenho nenhuma foto decente, mas é um rio com uma tirolesa que você paga por ida, mas valeu a pena porque a pequena é radical!

Nosso passeio em PF terminou nessa última parada, e voltamos nesse mesmo dia para Manaus.

Achei que valeu o passeio, como disse lá em cima, legal quando temos alguém que sabe as boas e já nos leva para o melhor! Novamente, obrigada, Paula!

Importante: todas essas cachoeiras têm acesso pago. Algumas por veículo, outras por pessoa (um preço médio de R$ 10 por pessoa). Então, leve dinheiro pois em geral é preciso pagar em cash!

 

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