Amazonas · Brasil

Passeio em Manaus – parte 1

Fui a Manaus por curiosidade e estímulo da minha amiga Paula, uma querida que sempre falava que eu ia adorar conhecer sua cidade. Ela estava coberta de razão. Manaus é uma cidade que precisa ser visitada.

Eu já queria começar a explorar lugares diferentes do país e pensei: meu Deus, em tanto tempo de vida nunca pisei no Norte do Brasil. Daí que surgiu a vontade de ir a Manaus e conhecer também Alter do Chão. Fico feliz de ter corrigido essa falta de ida ao Norte com duas idas em menos de seis meses!

Vou tentar resumir o passeio por Manaus de acordo com os dias, do jeito que fizemos, e só digo um coisa: é incrível! Vale muito a pena conhecer! Como gostaria de passar muita informação, vou dividir esse post em partes! Esse fica sendo a parte 1.

Dia 1: Chegada e ida ao “flutuante” Abaré

A Paula, que sabe das coisas, já mapeou todos os nossos dias e nos colocou na boa das coisas da cidade. Chegamos num voo diurno, então fomos ainda almoçar no Abaré, que é um dos flutuantes da cidade. E o que é flutuante? Explico: restaurantes feitos sobre o Rio Negro, um bar sobre uma mega estrutura de madeira. Para você visualizar, peguei a foto da página deles no Facebook – achei que uma imagem vale mais que mil palavras:

Abaré - foto face
Foto:  Facebook do Abaré – Flutuante em Manaus

Parece beira de praia… só que é beira de rio. Você vai de carro/táxi/uber até um estacionamento e de lá paga um valor para fazer a travessia. Já na entrada a recepção não podia ser melhor:

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Caminho do embarque para chegar ao flutuante:

A comida era típica de barzinho de praia, com porções de aperitivos, cervejinha gelada, mas muita coisa com uma pegada amazônica – acho que muitos que vão estão buscando isso…

Ficamos lá a tarde toda, e o pôr-do-sol é de cair o queixo. Lá você pode alugar caiaques, sup ou simplesmente ficar tomando um banho de rio delicioso! Aliás, a água do Rio Negro é sensacional: temperatura perfeita!

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Abaré Sup and Food
Essas fotos são minhas!

Para o primeiro dia não foi preciso mais nada… Só essa tarde já me agradou deveras e achei a experiência no rio – meu primeiro contato de primeiro grau com a Amazônia – assaz interessante.

Fomos para o nosso hotel e dormimos felizes, pois no dia seguinte seria batidão.

Dia 2: Passeio de dia inteiro – turista mode on

Acordamos cedinho para ir fazer o passeio que julgo ser o mais tradicional para turistas: nado com botos, tribo indígena, vitórias-régias e encontro dos rios. Já havíamos reservado nosso passeio com a Amazon Explorers, pois nos falaram que tem uma boa estrutura. E achei verdade: o barco do nosso passeio tinha ar condicionado, e no calor que estava em pleno inverno manaura isso era absolutamente necessário. O nosso passeio foi o Safári Amazônico, cuja descrição você pode ler aqui.

Saímos em direção à plataforma de interação com os botos, e já fiquei impressionada com a grandiosidade do rio… Não dá para imaginar, estando ali, que há lugares onde há seca e falta de água.

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Na interação com os botos, cada barco chega e forma grupos de 5 em 5 pessoas. Todos que querem participar vestem um colete salva-vidas e ficam ao redor do responsável que tem peixes para alimentar os botos. Dá um certo frio na barriga, um pouco de #tubaraofeelings, porque você está no meio de um rio aberto, onde você não domina nada e aguardando a chegada de um ou vários botos, que não são domesticados… Eles até aprenderam que ali rola uma mamata de comida, mas não são animais treinados… Enfim, você entra no rio e acha tudo uma grande brincadeira… Pelo menos comigo foi assim… Só depois que cai um pouco a ficha da realidade da coisa. Mas é uma adrenalina gostosa e a presença do boto faz todo mundo dar gritinhos de alegria e ficar feliz!!!

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Dali a gente volta um longo pedaço de rio com destino a tribo indígena. Foi bacana, o chefe da tribo nos explica as tradições de festa da tribo, como comemoram, o que bebem… Lembro de ele falar que há rituais onde bebem durante uma semana, já pensou? Nessa tribo eles não fizeram pinturas, mas sei que em outras tribos fazem. Lá vendem artesanato, tocam instrumentos e convocam o turista para dançar. Eu fui, claro!

Na tribo eles têm artesanatos para vender e havia indiazinhas da idade da minha filha. Ela ficou super curiosa se a menina falava “a língua dela” – estimulei-a a conversar e esse encontro rendeu lindas fotos… Elas duas se entenderam direitinho e vi que as crianças não fazem diferença mesmo entre elas – melhores pessoas.

O mais interessante é que ao chegarmos meu marido disse que viu uma menina no alto da encosta olhando para nós e rindo… Ele disse “ela deve estar falando: lá vão os turistas trouxas”, rsss… Porque esse ambiente tem sim um tanto de construção cenográfica, mas ainda assim achei de uma riqueza incrível para a minha filha. Ela teve uma experiência única, e por isso achei que valeu a pena.

Ah, a tribo também nos servem formigas como iguaria! Os fortes provam, e eu – de novo – não fiquei de fora. Provei e não gostei e não desgostei… Proteína pura, sem glúten ou lactose, é o melhor raciocínio…

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Como formiga não enche barriga, de lá seguimos para o almoço – sim, nessa brincadeira de navegar pelo rio, nadar com boto e dançar com índios o horário do almoço chegou rápido. Paramos para comer num restaurante flutuante, com uma comidinha bem honesta e ao lado de uma área de artesanatos. Ali era o caminho para o lago das vitórias-régias. Esse almoço já estava incluído no preço do passeio, sendo necessário apenas pagar as bebidas.

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Dali para ver as vitórias-régias, que pelo que foi falado, não estavam na melhor época… Devido às chuvas, havia poucas e estavam bem detonadas, pois os rios descem cheios de galho e maltratam. O guia nos disse que esse lago fica cheio da planta, mas não era o caso no nosso dia. Ainda assim deu para ver, explicar para a pequena, aproveitar a vista…

Saindo dali, fomos em direção ao encontro das águas. Uma coisa muito bacana, a “não mistura” do Rio Negro e do Rio Solimões, que correm quilômetros um ao lado do outro com uma mistura mínima…

Brinquei com minha filha que era o encontro do brigadeiro com o caramelo!

Por essas fotos não dá para ter ideia da quantidade de água. Mas esse espetáculo já é visível do avião, quando nos aproximamos de Manaus. Nossos amigos nos falaram que o mais interessante é que a fauna dos rios é completamente diferente também. Além da densidade e cor, o que vive nos rios também é diferente.

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Com isso, voltamos para o centro e encerramos esse dia de passeios.

Rio Negro
Curiosidades

Fazer essas paradas (boto, tribo, vitória-régia e encontro das águas) num mesmo passeio resolve a questão de já ver coisas turísticas e importantes, mas consome o seu dia também. E você faz um “vai e volta” de barco, pois o almoço e a vitória-régia ficam muito distantes do encontro das águas, então, você gasta um bom tempo navegando. Eu achei prático, mas é bom saber que é assim. Dá até para dar uma cochilada entre um ponto e outro.

Mas achei uma boa solução para já matar esses passeios todos de uma vez. Achei que vale a pena e indico.

Nesse dia, depois do passeio e de um merecido banho, fomos ainda jantar no Banzeiro. Mas isso eu conto em outro post!

Encerro aqui a parte 1 do passeio em Manaus e já já preparo a parte 2, onde falarei de Presidente Figueiredo!

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