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Arraial do Cabo – alguns dados práticos e gostosos

Aproveitando um restinho de férias no ano de 2017, consegui passar uns dias em Arraial do Cabo, na região dos lagos do Rio de Janeiro.

Arraial do Cabo
Praia do Forno = paraíso!

Eu já tinha ido para lá há uns 20 anos, mas fui a trabalho e não aproveitei nada da cidade. Também frequentei Búzios por muitos anos, na mesma época, mas Arraial do Cabo ficou esquecida de minha parte… Até essa semana…

A oportunidade surgiu nessas férias restantes do ano: três noites em Arraial, num apartamento charmoso, arejado e super bem localizado – a 100 metros da prainha. Irresistível.

De propósito escolhi um período de terça a sexta, pois estou cada vez mais tentando viajar no contra fluxo das pessoas – sim, eu sei, estou envelhecendo e ficando chata! Mas de férias, não existe dia da semana, então, para mim, esse período ficou perfeito!

Uma coisa que aprendi: a previsão do tempo não funciona muito bem em Arraial do Cabo – foi errada todos os dias… Mas ainda bem, porque havia previsão de tempo nublado e o que recebemos foi dia de sol. O dia nublado foi mesmo só no dia que chegamos e na manhã que escolhemos para fazer um passeio…

Arraial do Cabo
Pórtico prometendo chuva…
Prainha de Arraial do Cabo
Mesmo nublado e à tarde… mar sensacional

Mas quando o sol abre, o que Arraial entrega é o que se segue:

Vou detalhar em posts adicionais o passeio à prainha, o passeio de barco e a deliciosa Praia do Forno.

E quanto aos serviços, vamos ao resuminho:

Saindo de Niterói, Arraial do Cabo fica a aproximadamente 150km, com rodovia pedagiada e que entrega o serviço condizente com o preço: R$ 11,30 das 12h da segunda às 12h da sexta; nos demais horários (o que significa fim de semana) sobe para a bagatela de R$ 18,80. E atenção: há muitos pardais no caminho. Se sair do Rio de Janeiro, lembre de incluir o pedágio da ponte Rio-Niterói. Na volta, pegamos mais um pedágio da Autopista Fluminense, que – até agora – acho que foi R$ 5,00 (usamos o SemParar, e não consegui ver na via o valor – aguardando a fatura).

Arraial cresceu muito, e as ruas são pequenas e estreitas. Estacionamento é difícil – e há flanelinhas perto de todos os pontos de interesse. Cobram R$ 20,00 para estacionar perto do porto, que é o acesso mais próximo à praia do Forno e ao centro histórico.

Optamos por rodar bastante de Uber – que já chegou lá por tabela, porque são os motoristas de Cabo Frio, uma cidade a 10 km de distância.

Como chegamos e estava nublado, fomos logo para o centrinho atrás de algo para comer. Logo que chegamos, vi uma estátua de bronze – aliás, adoro! A da Brigitte, a do Drummond… Acho uma homenagem linda…

Esse, me explicaram, era Hermes Barcelos, primeiro prefeito de Arraial, após a emancipação.

Nesse dia, almoçamos no restaurante Garrafa de Nansen. Ele fica no centrinho histórico, na Rua Santa Cruz, onde ficam aliás outros restaurantes com boa indicação no TripAdvisor. Casa com ar tradicional, simples, mas agradável. Ele possui pratos bem grandes, daqueles que compartilhamos e ainda sobrou para levar para casa – pedimos um camarão com espinafre e gorgonzola (que estava mais suave do que eu esperava). Gostei, valeu conhecer. A cerveja estava estupidamente gelada e caiu bem depois de ter pego a estrada.

À noite, fomos – mediante reserva – ao Bacalhau do Tuga. A casa é fofa, e já mostra na capa do cardápio qual deve ser o astral para ir comer lá:

Bacalhau do Tuga
Eles sabem o que dizem

Nos atendeu a Bianca, uma brasileira super simpática que morou em Lisboa por anos, e carrega um sotaque dos patrícios. Adorei o ambiente, a pegada da casa: praiana com charme.

Bacalhau do Tuga
Detalhes tão pequenos… Amo

Eles ainda têm uma varandinha, mas que à noite, com a brisa da praia, não estava convidativa para a pequena… Mas super agradável:

Eles servem carnes, polvos, massas… Mas, claro, que optamos pelo bacalhau – bolinho e uma posta à Renatinho Viana (nome de um prefeito de Arraial). O bolinho estava bem bom e o bacalhau também. Mas cabe a ressalva – melhor, o aviso: essa prato que pedimos levava uma hora e vinte para ficar pronto… Nos falaram que era uma hora, mas era uma hora e vinte… Para um casal, desfrutando um vinho romanticamente, problema nenhum… Para um casal E uma criança cansada, isso começa a ser complicado… Ainda mais por volta das 22h…

Entendo o capricho da casa, e acho que é preciso só isso: ir avisado! Como eles mesmos dizem, “não traga pressa”… E, também, não traga crianças cansadas, rssss… Mas tire suas próprias conclusões se você vai investir uma hora e meia do seu dia:

Bacalhau a Renatinho Viana
Bacalhau + bacon + linguicinha

Pra arrematar, um pastel de nata, que acho que aceleraram pra servir – já estávamos com horário vencido – pois também demora uma meia hora para ficar pronto:

Gostei do Tuga. Indico, mas vá sabendo: tenha tempo! Vá com calma e disposto a esperar…

Na quarta-feira aproveitamos para ficar na prainha. Olha, se na véspera o tempo estava nublado, e na manhã de quarta também, quando o sol abre… Vale a pena falar sobre a prainha em post só para ela.

Na quarta e na quinta almoçamos no Saint Tropez. Um dos poucos que vimos que abrem também para almoço, e mais um restaurante na região do chamado centro histórico. Mais um onde os pratos servem bem duas pessoas.

O camarão e as vieiras estavam bons! A batata… Al dente, rsss… Dura… Nunca pensei que num prato desse um dia reclamaria da batata, mas, para mim, não rolou. Mas vinha um arroz com brócolis que salvou o acompanhamento. No dia seguinte almoçamos lá de novo, depois do passeio de barco… Dessa vez pedimos um filé com molho de creme de leite, champion e conhaque – o filé Archiduc. Bem servido, vinha com fritas e se prestou ao almoço de nós três. Bem bom!

Na quinta à noite acabamos jantando em Cabo Frio, no Japa Temaki – que descobri depois ser uma franquia que tem filial inclusive no Plaza Shopping. Encontramos um casal amigo e matamos a vontade de um japa! Gostei da casa, comi bem e matei o desejo de sushi e sashimi – uma comida que tem tudo que ver com a região.

Ficou faltando conhecer o Pimenta Rosa, número 1 do TripAdvisor, mas ele infelizmente estava fechado nos dias em que tínhamos disponibilidade.

Na sexta, derradeiro dia e manhã espetacular na praia do Forno, na hora de ir embora paramos para esperar o Uber na pracinha da Igreja Nossa Senhora dos Remédios e ponto histórico: ali, de acordo com a indicação, foi onde Américo Vespúcio chegou em 1503. Fizeram uma pracinha fofa e que vale conhecer. Fica na praia dos Anjos, logo ao lado da saída do porto.

Arraial do Cabo
Igrejinha com cara de cidade do interior

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Arraial do Cabo não é só um lugarzinho bonito! É ponto histórico também!

Terminei esse dia em Arraial com vontade de quero mais… Queria ficar na praia do Forno o dia todo… E vi que as fotos que vi no Instagram não eram exageradas: Arraial tem praias lindas, lindas, lindas… E mais: não estavam tão geladas as águas quanto imaginei… Simplesmente dias perfeitos!

Talvez a cidade não tenha o charme de Búzios – ou pelo menos o charme que eu lembro que Búzios tem… Mas as praias… ah, as praias… valem a visita, sem a menor sombra de dúvida!

Se estiver pelo Rio, tire uns dias para visitar esse pedacinho de paraíso!

 

2 comentários em “Arraial do Cabo – alguns dados práticos e gostosos

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