Brasil · Pará

Vila de Alter – Eu estou de olha na boutique dela…

Atenção! Esse post contém spoilers.

Sim, porque vou falar da Vila de Alter Pousada Boutique Amazônia, lugar que – obrigada, Senhor – escolhi para ficar em Alter do Chão.

Para começar, queria dizer que nunca fiquei em outro lugar em Alter, então pode ser injusto dizer que a Vila é o melhor lugar. Foi o melhor lugar para mim, com certeza! E por quê?

Porque eu gosto de afeto, gosto de carinho, gosto de cuidado nas pequenas coisas… E gosto  muito de ser tratada de forma individual. Tudo isso consegui na Vila de Alter. E mais: tenho certeza que a viagem foi uma combinação de fatores, e ter ficado na Vila foi uma das causas de eu ter amado tanto esse lugar lindo no Norte do nosso país.

Meu contato com a Vila começou lá atrás, em abril, quando comecei a trocar mensagens com a pousada. Cheguei a repensar a estadia, por conta de lá não haver piscina – e minha filha amar piscina. Mas, chegando mais perto, eu e maridón optamos por ficar lá. E foi felicidade do começo ao fim.

Em mensagens respondidas com carinho, a pousada me deu contatos de pessoas para fazer nosso transfer – lembra que chegamos de madrugada, né? Deu dicas de passeios, e respondeu rapidamente as minhas dúvidas, tipo voltagem do lugar e se havia um microondas para estourar uma pipoca para minha filha – que não é muito de comer…

Enfim chegou o grande dia, e já no transfer você vê o carinho: chegamos por volta das 3h da manhã, e havia no transporte 3 pacotinhos, um para cada um, com um bilhetinho dizendo: “adorei que você veio”. Era um lanchinho, pois chegamos muito tarde, então imaginaram que estaríamos com fome! E foi mesmo providencial. Coração aquece, né?

Ao chegar à pousada, fomos recebidos por um funcionário que infelizmente não me lembro o nome. Ele nos deu a chave do nosso chalé, fichas da Embratur para preencher e uma carta escrita a mão. Sim, uma carta linda, desejando que nossa estadia fosse boa. E o coração? Já imagina, né…

Vila de Alter
Cartinha de boas vindas

O chalé era uma graça, e exatamente do jeito que as fotos da pousada mostram: madeira sustentável, ar condicionado, áreas de banheiro separadas (reservado e chuveiro). Toalhas super felpudas (amo!) e grandes, amenities super cheirosos! Televisão com Sky, frigobar e comidinhas para vender com uma pegada mais saudável (barrinha de cereal, castanhas).

Também encontramos mais presentes: esse caderninho de notas que está junto com a cartinha, acima, e três sacolinhas de tecido, daquelas super úteis para um lugar de “praia”.

O café da manhã é servido das 8h às 11h, na varandinha do chalé, que tem ventilador e uma rede onde – enfim – consegui terminar de ler um livro que levei na viagem (normalmente os livros só vão passear).

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O café da manhã sempre tinha pães artesanais, café, leite, frutas, sucos naturais, geleias… Tapioca, mingau e ovos (fritos, mexidos) podiam ser pedidos e eram feitos na hora. E os charminhos: a explicação do café num quadrinho de madeira, escrito a mão todos os dias… O suco coberto com uma capinha de tecido, servido numa canequinha de vidro e com colher de madeira… Os potinhos todos com a mesma pegada amazônica… E os guardanapos e jogos americanos com a logo da pousada…

Os pães eram muito gostosos! Cada dia tinha uma coisa diferente, um suco diferente, uma fruta diferente… Essas delícias todas eram artes da Jaci e de uma outra moça – meu Deus, por que não lembro o nome de todos? Quem nos serviu de manhã foi a Nilda – uma amor de pessoa! Também no último dia foi a Márcia (acho que era isso… )

A Andreia e a Regina, sócias da pousada, são pessoas super legais, você vê que são pessoas do bem! Elas ficavam preocupadas em achar os bichinhos que passeiam pela pousada para mostrar para a pequena… E conseguimos! Vimos preguiças e macaquinhos zog zog passeando pela área da pousada!

Vila de Alter
Preguicinha na pousada – ela achou um cantinho de paz…

Para dar um exemplo do cuidado, lembram que perguntei sobre o microondas, né? Sim, eu levei pipoca para estourar… Mas um dia, voltando do passeio, o que tinha prontinho esperando por nós? Pipoca! E não só a salgada normal! Uma doce super colorida, com confeitos e tal! Detalhe: minha filha só come a salgada! Logo, quem se beneficiou da docinha foi a turma grandinha!

Vila de Alter
Pipoca e afeto

Num outro dia, à tardinha, a Andreia bate na porta do chalé e nos traz uma mousse de maracujá deliciosa – os agrados iam além do coração!

A pousada é um lugar para relaxamento, calmaria… Ela não tem piscina, e por opção mesmo, mas tem um espaço zen onde dá para tomar aquela chuveirada. No dia que fizemos o passeio à Ilha do Amor, e acabamos voltando mais cedo, aproveitei o chuveiro e a pousada, seus cantinhos de descanso e fiquei batendo papo e procurando preguiças…

Lá tem uma hortinha que é um charme – como tudo por lá!

Há uma cafeteria onde é possível, se for o caso, tomar o café da manhã também. No nosso caso não era necessário, mas se houver uma família maior, que ocupe dois ou mais chalés, dá para tomar o café ali, onde há mesas maiores.

Além de ajudar com dicas de pessoas de confiança (transfer, barqueiros), a Regina e a Andreia se preocuparam em realmente nos ajudar a tirar o melhor de Alter. Dicas de restaurantes, caronas quando nossos horários calhavam… Tudo muito pessoal e carinhoso.

Fiquei sabendo que elas pretendem fazer uns ofurôs em alguns chalés. Exatamente porque a ideia de uma piscina coletiva não é o projeto delas. Elas querem continuar com essa pegada individual, e para isso, o ofurô tem tudo a ver.

Eu amei a Vila de Alter.

Amei o carinho da Regina e da Andreia.

Amei o carinho de todos da pousada.

Amei a atenção. E fiquei muito feliz em saber que há uma proposta de pousada de charme num lugar como Alter – que precisa ser visitado! Charme, não, boutique – existe alguma diferença técnica, que elas me explicaram, mas já esqueci – aliás, viram como ando esquecida?

E é por isso que – não posso perder a piada – eu vou continuar de olho nessa boutique!!!

Brinco que deixei um pedaço do meu coração lá! Assim, tenho que voltar para buscar. Quem sabe um dia volto para fazer os passeios que não consegui concluir.

Uma coisa é certa: se voltar para Alter, volto para a Vila!

Tenho certeza, como já disse, que o meu gostar tanto dessa viagem tem relação direta com o atendimento e afeto que recebi na pousada. E para completar, acho que o Espaço Gastronômico fecha essa viagem com “garfo” de ouro.

Ah, e para finalizar, informação importante e relevante: esse post absolutamente não é publi, patrocinado ou coisa assemelhada. Eu paguei para ficar lá, e só estou escrevendo porque achei que o lugar merece essa resenha – e porque facilita para mim quando for dar a dica para quem me perguntar onde ficar em Alter: passo o link!

Fico muito feliz de ver iniciativas como essa, e espero que a Vila perdure, que melhore (se é que dá) e que sirva de exemplo para outras pessoas que atuam no turismo.

Ah, e turma da pousada, foi mal dar tantos spoilers! Vocês agora terão que se virar para achar mais formas de encantar os clientes!!! E tenho certeza que conseguirão!

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