Brasil · Pará

Alter do Chão – que lugar!

Não me lembro exatamente como Alter do Chão surgiu nas minhas pesquisas de destino de viagem. Acho que passeando um dia pela internet acabei no post do Viaje na Viagem. Sei que depois de ler sobre o lugar, fiquei encafifada e com vontade de conhecer.

Ponta do Cururu
A gaivota contemplativa…

Aí, depois, vi que a Latam ia voar de Brasília direto para Santarém – que fica a aproximadamente 35 km de Alter. A coisa começou a melhorar.

Enfim, num dia de abril de 2017 eu comprei uma passagem – num preço que julguei excelente – para ir no feriado de proclamação da República desse mesmo ano… Sim, sou dessas antecipadas que compra passagem às vezes com um ano de antecedência.

E novembro chegou e com ele a viagem tão esperada.

Confesso que estava apreensiva. E se não fosse tudo aquilo que eu fantasiava? E se fosse ruim? Mas esse é o risco inerente a toda viagem, e lá fui eu e minha trupe com as malas e expectativas em direção à madrugada do Norte do Brasil…

O Rio Tapajós veio lavar as minhas dúvidas com água verde e cristalina.

Como dizem os locais, “eu não vou mentir, não”… Alter foi o (meu) verdadeiro sonho realizado! Quer saber mais? Vamos lá!!!

Saímos nesse voo direto sobre o qual falei, e esse talvez seja um dos poucos “poréns” da viagem: o voo, por enquanto, sai à 00h20 de Brasília e chega, com o horário de verão, perto das 3 horas da manhã em Santarém. A volta é ainda pior, pois é o mesmo voo retornando: sai às 2h30 e chega perto das 6h da manhã em Brasília. Mas faz parte e é um preço pequeno perto do grande prêmio recebido!

Chegamos em Alter após um transfer contratado previamente. Fiquei hospedada na Pousada Vila de Alter, que é um lugar tão mágico, mas tão mágico, que merece um post só para ela.

Vou detalhar abaixo o que fizemos, incluindo os últimos dias em Santarém, para a experiência ficar completinha!

1º dia: Passeio de barco para Ponta do Caxambu / Pindobal / Ponta do Muretá / Jantar na vila

A Regina, da Vila de Alter, nos deu uma carona e nos levou ao ponto onde os barqueiros ficam para saírem para os passeios, na vila, em frente à Ilha do Amor.

Ilha do Amor - Alter do Chão
Na cheia, a ilha fica coberta, assim como os quiosques… Nessa foto dá para notar a baixa do rio e a possível travessia a pé

Ela já tinha alguns conhecidos, e nos indicou um deles, o Sérgio, que é dono do barco Pérola do Tapajós. Negociamos o preço e o passeio do dia e partimos. Atenção: os passeios são pagos em dinheiro. Você pode rachar o passeio com mais pessoas, o preço é o do barco, e não por passageiro. No nosso caso, optamos por nem procurar companhia, pois o preço diminui mas é preciso conciliar vontades… Para nós, foi melhor o passeio a três.

Alter
Nosso possante!

O passeio na lanchinha já é gostoso, e a primeira parada foi na Ponta do Caxambu, um pouquinho depois da Ponta do Muretá. Ali eu vi que meus pedidos foram atendidos e que a viagem já tinha valido a pena. A água do Tapajós é cristalina, deliciosa, uma temperatura que parece praia do Nordeste… Não dá para descrever em palavras. A areia branquinha, parece uma praia de verdade – aliás, não tem como não dizer que é uma bela de uma praia de verdade.

O Sérgio nos deixou muito à vontade! Pudemos ficar ali, curtindo esse mar – ops – esse riozão durante o tempo que desejamos.

Dali, seguimos para Pindobal, que é outra praia que dá para chegar de carro partindo de Alter. Mas ir de barco é muito mais legal, convenhamos! Lá há estrutura de praia, com barraca servindo petiscos, cervejinha gelada, e pratos para quem tiver disposição de comer. É aquele lugar onde as pessoas podem por a mesa dentro da água e ficar ali, só curtindo…

Pindobal
Estacionamento em Pindobal
IMG_8304
Estrutura de praia

Lá ficamos um bom tempo, e optamos por uns aperitivos que acabaram tirando por completo a nossa fome de um verdadeiro almoço. Pedimos isca de arraia e batata frita. Os aperitivos vieram bem embaladinhos pois ventava um pouco. Acho que é uma forma de proteger.  Por lá também passaram uns ambulantes – bem tranquilos, por sinal – que vendem um aperitivo que comi muito em Manaus e que amo de paixão: banana chips!

E não se engane: apesar de nessa hora o sol não estar a todo vapor, estava quente! Mas à beira da água fica super agradável! No rio tão transparente, você vê peixinhos e pode ficar a tarde toda ali, curtindo a vida e agradecendo por existirem lugares tão lindos nesse mundão!

Saímos de lá e fomos para a Ponta de Muretá. É um lugar interessante para ver o por do sol, mas acaba que nem ficamos – o sol estava se pondo mais tarde, por volta das 18:30h.

Lá, o Sérgio nos levou para ver o Lago do Muretá, que é um lago remanescente da baixa do rio. Quando está na época da cheia, de acordo com o que ele explicou, todas essas árvores que estão no caminho ficam cobertas, e esse lago não existe porque as águas cobrem tudo e não fica nenhuma divisão!

Ficamos lá também o tempo que quisemos, e voltamos para a vila.

Alter, nas palavras do nosso motorista do transfer, “não é uma cidade, é uma vila, sabe”… E é uma vila simples, parece (ou é?) uma cidade interiorana… No centrinho, ao lado da igreja, há um mercado – Mingote – onde há um caixa da rede Banco 24h – sacamos dinheiro lá para pagar os passeios de barco e outras despesas eventuais, como táxi, já que a nossa pousada não ficava no centrinho.

IMG_8808IMG_8857IMG_8811 (1)

Chegamos um pouco antes das 18h, e deu tempo para ver a Igreja Nossa Senhora da Saúde e tirar umas fotos:

Eu já tinha achada nas minhas pesquisas informações sobre o Espaço Gastronômico Alter do Chão, mas como ele só abria às 19h, paramos no Arco-íris da Amazônia, ali na pracinha da igreja, para a pequena jantar. Esse lugar também foi indicado pela Regina, e é bem gostosinho também… O atendimento foi super simpático e foi um bom lugar para uma parada.  Ah, funciona como lojinha também!

IMG_8427
Tucuxi e Rosa sem competição

Já o Espaço merece, na minha opinião, um lugar de destaque. Como disse no Instagram, ficamos três noites em Alter e jantamos lá as três noites! Isso diz algo sobre o local, não?

Espaço Gastronomico Alter do Chão
Lugar de preferência da cliente aqui

Recomendo lá: suco de taperebá com mangarataia, bolinho de caranguejo e o tartar de pirarucu. Ah, o pudim de cumaru também vale a pena experimentar! Para drink, o melhor que provei foi a caipirinha de limão com capim santo. Infelizmente nessas três noites não conseguimos comer tudo que tínhamos vontade…

Ah, e a coxinha de jambu… Não deixe de provar a coxinha de jambu!!!

Coxinha de jambu
Delícia!

Voltamos para a pousada cansadíssimos, mas felizes! Uma boa noite de sono e estávamos prontos para o dia seguinte!

2º dia: Passeio de barco para Ponta do Cururu / Ponta de Pedras / Lago Preto / Por do sol na Ponta do Cururu / Jantar na vila

De véspera combinamos um novo passeio com o Sérgio. Saímos às 10h da manhã com destino à Ponta do Cururu. Esse é um lugar que é bem conhecido para passar o por do sol, mas eu, particularmente, preferi de manhã. Que lugar lindo… Uma ponta mesmo, e cheia de gaivotas que ficam por ali e de repente saem em revoada… A água? A mesma transparência incrível, a temperatura maravilhosa!

Ponta do Cururu
Uma ponta só para mim… Veja que só tem as minhas pegadas

Lá estava muito tranquilo, a ponta – nessa hora – era só nossa! Uma sensação incrível de paz… Não sei descrever muito bem! Mas sei que foi uma sensação de ser uma pessoa abençoada… É, talvez seja isso.

De lá seguimos para a Ponta de Pedra, uma praia com direito a marola e tudo! Lá também há estrutura de praia, e há até mais de um restaurante. Achei super interessante que havia uma pedra com um formato de sapo… Talvez o lugar para se chamar Cururu fosse ali…

Ponta de Pedras
Não parece um cururu?

Quem na foto acima vê um sapo e um lagarto escalando a pedra???

Lá pedimos isca de pirarucu e e bolinho de piracuí, que é uma farinha de peixe – esse aperitivo é bem típico dali, tem em todo lugar. Esse estava muito bom! Acho que o melhor que comi. Ali também há uma estrutura boa de praia.

Ponta de Pedras
Ponta de Pedras vista de outro ângulo
Ponta de Pedras
Paizão construindo uma área exclusiva para bonecos… A solução quando se tem um filho só é inventar brincadeiras… Sempre carregamos um monte de coisas 🙂

Com a baixa do rio, ali se formou uma ilhota… E deu para ir atravessando a pé, com a água pela canela, até chegar nela. O mais interessante é que havia uma clara divisão entre essa parte rasa e a mais funda:

Barriga cheia e alma idem, saímos para ir ao Lago Preto. No caminho dá para ver umas falésias muito interessantes. Aliás, os trajetos todos são muito bonitos.

Alter do chão
Falésias na beira da “praia”

O Lago Preto tem esse nome mas a água é tão cristalina quanto as que vimos pela região. Cheio de peixinhos, esse lago também é um que “some” na época da cheia, por se juntar aos rios: o nível das águas sobe e fica tudo uma emenda só!

Voltamos e como a fome apertou, pedimos para o Sérgio parar de novo na Ponta de Pedras. Lá, fomos num restaurante – estou tentando lembrar o nome – e pedimos um bolinho de piracuí e suco de taperebá. E ainda consegui estourar uma pipoca de microondas para minha filhota! Ponto para a gentileza do restaurante!

IMG_8649
Simples e simpático

De lá fomos para a Ponta do Cururu e nesse dia pegamos o pôr do sol. Fica bem cheio, mas um cheio tranquilo, nada que atrapalhe ninguém… Não tinha ninguém  com som, por exemplo. Enquanto esperávamos o pôr do sol, pudemos avistar botos passeando bem perto, a uns 50 metros da orla! Claro que tentei fotografar e não consegui… Mas a Ponta do Cururu rende outras fotos muito bacanas:

Voltamos desse passeio delicioso e dessa vez já o Espaço Gastronômico já estava aberto. No dia anterior, pedi para, se possível, reservarem uma mesa no mezanino, com sofazinho. Foi ótimo, assim a pequena pode descansar melhor, pois o dia todo nadando no Tapajós cansa!

Espaço Gastronômico Alter do Chão
Lugar original

3º dia: Praia do Amor e passeio pela cidade / Jantar na vila

No terceiro dia, apesar de ainda haver muito o que visitar, optamos por ficar na Ilha do Amor mesmo. Queria fazer o passeio à Flona ou descer o Arapiuns, mas pelo que nos informaram, esses passeios seriam mais desgastantes, especialmente para crianças… Ficaram para a próxima.

A praia que faz a fama de Alter, na minha opinião, foi a atração menos interessante… Há estrutura de praia, pudemos atravessar a pé devido à baixa do rio, a água é a mesma delícia… Mas nem de longe é o mesmo charme das pontas, na minha opinião… Aliás, o que mais gostei foram as pontas – Caxambu, Muretá e Cururu: lugares onde uma língua de areia surge e fica deserta, às vezes só com gaivotas. Sensação de tranquilidade total…

IMG_8221 (1)
Ilha do Amor – com filtro pra dar um charminho

Isso quer dizer que ficar na Ilha do Amor é ruim? Não. Mas é um lugar onde você fica mais exposto aos ambulantes, àquele pessoal que fica tocando violão para você – e quer gorjeta – gente oferecendo massagem e por aí vai… Não achei que é o que Alter tem de melhor a oferecer… De fato, acho que conhecer só a Ilha do Amor é abrir mão de um sem número de possibilidades maravilhosas na região.

Nesse dia acabamos saindo da praia um pouco mais cedo. Almoçamos no restaurante Farol da Ilha, que fica em frente ao ponto dos barqueiros. É um lugar bonitinho, charmoso também. Pedimos um medalhão de pirarucu que veio beeeeem farto. E um filé para a minha pequena carnívora que também veio bem grande, apesar de termos pedido uma meia porção. Lá também aproveitei para tomar suco de taperebá! Ô, delícia!

 

Alter do Chão
Um restaurante com vista

De lá, voltamos para a pousada e aproveitamos a tarde para ficar ali, sem fazer nada, tomando banho de chuveirão e procurando bichinhos. Sim, porque algumas preguiças e macaquinhos dão o ar da graça por ali todo o tempo…

À noite, adivinhe? Mais um jantar no Espaço Gastronômico. Antes passamos na loja Araribah, que vende artesanato de diversas tribos, alguns até de outros países. Há coisas interessantíssimas, bonitas… Mas acabei não comprando nada lá… Mas vale a visita! A gente passa muita vontade de trazer lembranças para casa…

4º dia: Ida para Santarém / Visita ao ZooFit / Jantar no Nossa Casa / Sorvete na Boto

Acordamos sem pressa… Decidimos que iríamos direto para Santarém, para tentar ir ao Zoo Fit – minha filha adora um zoológico.

Tomamos aquele café da manhã delícia, ainda aproveitei o chuveirão da pousada… Conversa fiada e a despedida de Alter. Um pedaço do coração ficou lá, tenho certeza. Mas saí com a sensação de satisfação, de ter acertado na mosca: o passeio foi o meu número. Entregou tudo que eu esperava e mais um pouco: deixou aquele gostinho de quero mais! Alter do Chão é um destino que vale ser visitado!

Mas, como viagem ainda não havia acabado, fomos para Santarém.

Depois de um almoço que não ocorreu, no hotel – pedidos e quase uma hora e meia depois a comida não havia chegado – fomos com fome mesmo ao ZooFit.

Esse zoológico é diferente de um meramente demonstrativo, uma vez que – conforme o site:

O projeto do Jardim Zoológico originou-se em 1993, a partir da necessidade de receber e abrigar, de forma adequada, inúmeros animais da fauna amazônica que chegavam às Faculdades Integradas do Tapajós, oriundos de apreensões pelos órgãos competentes. Fonte: aqui.

É uma área verde enorme – mas achei os recintos dos animais pequenos, apesar de a veterinária de lá ter me explicado que todos estão de acordo com as medidas mínimas governamentais… Mas tenho realmente me incomodado com animais presos ultimamente… Pelo menos lá eles foram resgatados de condições piores.

Você pode fazer o passeio pelo zoo e conhecer o projeto peixe-boi. Eles requerem entradas diferentes, e ambas custam R$ 3,00 para adulto – crianças não pagam. E somente em dinheiro.

A vantagem é que lá no projeto peixe-boi nós contamos com a orientação da Iane, veterinária do zoo. Pudemos ver bem de perto os bichinhos, que ficam em piscinas e futuramente devem ser levados para uma área controlada no rio. Eles esperam conseguir verba para poder “chipar” os animais e futuramente acompanhar sua reintegração.

Demos a sorte de vê-los na hora da mamadeira. Ela falou que cada um tem um jeitinho, eles criam suas próprias manias.

Lá também havia duas preguicinhas que haviam sido resgatadas – acreditam que a mãe deve ter caído dos galhos mais altos onde costumam ficar e morrido… foi uma chance para a minha pequena, que tanta ama bichinhos, fazer carinho nas preguiças, que estavam bem dengosas também. Além das preguiças, havia um cachorrinho do mato, micos e uma onça – mas ela ainda estava numa área reservada, só pudemos olhar de longe… Nem foto deu para tirar.

Foi um passeio legal e educativo.

Voltamos, aproveitamos a piscina do hotel e depois saímos para jantar. Optamos pelo restaurante Nossa Casa, que nos foi indicado pelo motorista do nosso táxi – o Fred, que depois acabou sendo nosso transportador oficial. Comida farta também, pratos bem grandes onde o pirarucu era o carro chefe. Havia muitas opções, mas pedimos um prato só e foi bem servido para duas pessoas.  O ambiente era bem fofo, cheio de luzinhas de Natal – amo!

Não pedimos sobremesa pois já estávamos de caso pensado para ir na Boto Sorveteria Artesanal. A Boto é uma delícia e eles fazem lá uma coisa que eu até hoje não tinha visto: casquinha com sabor! Provamos a de maracujá com pimenta e o sabor era suave, mas bem presente! Misturado com o sorvete de castanha do Pará, que era muito bom, foi a sobremesa perfeita.

O ambiente da Boto é super descolado, com um tonel grafitado como base para a pia que fica no salão… uma canoa no teto… e o mais legal: uma parede de tinta de quadro, para quem quiser ficar desenhando.

Ah, e além disso eles dispuseram no salão uma árvore de Natal com cartinhas de crianças carentes. As cartas poderiam ser “adotadas” por quem quisesse… Se eu morasse em Santarém, certamente contribuiria com essa ação.

A Boto foi mais uma dica certeira das meninas da Vila de Alter… E elas sabem mesmo das coisas! Adorei!

 

5º dia: Centro de Santarém / Casa do Saulo

Em busca de castanha do Pará com preço vantajoso, fomos ao centro de Santarém, no Mercado Municipal. Achamos garrafadas, frutas, peixe, e camarão. Mas castanha? Neca. Só achamos castanha ainda na casca ou fresca, que não é a que compramos pronta para consumo. Na verdade me falaram que a castanha já pronta para consumo costuma ser mais barata em Brasília que em Santarém. Vai entender…

Aproveitamos para comprar lembrancinhas numa lojinha ali na saída do mercado, que tinha preços interessantes, mas, infelizmente, também não aceitava cartão. Vimos também o encontro das águas, dessa vez no Pará!

IMG_9094.JPG

O Centrinho de Santarém não deu para ser explorado por que já estávamos com outro programa: o restaurante Casa do Saulo. Aproveitamos o programa para preencher o dia de domingo.

Pensem num lugar interessantíssimo também… O restaurante fica no alto de uma encosta, e há uma escadinha – grande – que leva até a praia.

Casa do Saulo - Carapanari
Uma longa caminhada que vale a pena

Esse é o caminho para a praia… Essa estrutura super alta faz pensar que esse paraíso é temporário: em algum momento do ano, a praia como vi não deve permanecer.

Outra coisa interessante: o Saulo fez uma piscina no meio do restaurante! Pensem que em beira de praia uma piscina em restaurante equivale a uma brinquedoteca!

O lugar é lindo! Vários ambientes, tudo em madeira, áreas de descanso… Sabe o que achei? Perfeito para realizar uma cerimônia de casamento!

Inclusive o casamento do próprio Saulo, obviamente, foi lá… Achei as fotos na internet aqui.

Eles não tem serviço na praia – acho até que tentaram, mas num post que vi no Instagram, aconteceu algo que ocasionou a suspensão do serviço. Mas na praia ainda há barracas e o rapaz que nos atendeu, muito simpático, nos ofereceu uma sacolinha com gelo para levarmos bebidas para a praia… Sim, porque o restaurante é daqueles onde vale passar a tarde toda… Então, chegamos, pedimos uma comida para minha filha, aí pedimos o nosso prato, descemos para a praia e ficamos lá curtindo enquanto o almoço ficava pronto…

Subimos, comemos, curtimos a paz do gazebo… Descemos de novo para a praia e aproveitamos um pouquinho mais desse paraíso…

Interessante que havia uma turma fazendo kitesurf ali. Sim, também achei curioso: kitesurf no meio da Amazônia!

Casa do Saulo
Kitesurf no Tapajós sim, senhor!

Inclusive no último fim de semana de novembro de 2017 rolou um campeonato lá! Não sei como funciona quando as águas sobem, mas com o rio baixo, havia uma galera praticando. Como leiga, achei que deve ser um bom lugar para aprender, pois achei os ventos menos fortes que os do Ceará… Se alguém souber me iluminar se esse raciocínio procede, agradeço.

Pedimos um peixe com molho de castanha do Pará que estava bem suave. Eu esperava um pouco mais de sabor. Mas estava bom. Comemos também uma coxinha de pato com jambu. Tava boa, mas não achei nada excepcional.

Casa do Saulo
Eu e o suco de taperebá habitual
Casa do Saulo
Pato + jambu
img_9259.jpg
Pirarucu + camarão + molho de castanha

 

Casa do Saulo
Lugar chaaato para passar um fim de tarde
Casa do Saulo
Tomada em todo canto!

Vale a pena ir ao Casa do Saulo? Com certeza! Independente da comida, a tarde lá é um pacote: comida, ambiente, atendimento, praia, tudo! Estando em Alter ou Santarém, eu não deixaria de ir ao Saulo de jeito nenhum… Aliás, se algum amigo se dispuser a casar ou renovar os votos lá, vou achar super legal!

Há pessoas que fazem esse passeio saindo direto de Alter, de barco. Certamente é mais charmoso do que ir de carro, como fizemos. Mas certamente é mais caro também… Vale pesquisar e avaliar.

Ah, vale avisar que o Casa do Saulo fica bem cheio nos finais de semana. Eu fiz reserva com antecedência, e se você é organizado como eu, talvez valha a pena. Eles apenas avisaram que seguravam a reserva no domingo apenas até o meio dia. Nós cumprimos essa regra direitinho!

Saímos de lá umas 17h – combinamos com o Fred e ele foi nos buscar. Voltamos para o hotel e ficamos na piscina. Queria até sair para jantar no restaurante Piracema, sobre o qual havia lido boas resenhas. Mas não tivemos disposição nem espaço na barriga… E como sairíamos no voo de madrugada, optamos por descansar. E qual foi o jantar sensacional do dia? Pizza pedida no delivery… Porque, como eu disse, nem tudo é glamour na viagens… Às vezes por questão de grana… Outras, por questão de cansaço mesmo.

Saímos do hotel por volta da 1h da manhã em direção ao aeroporto. Tudo muito tranquilo, fizemos o check in e embarcamos no horário – naquele horário ruim da madrugada. Mas ainda assim, era um voo direto, então, não vou ficar reclamando!

Algumas considerações gerais de ordem prática:

  • Em Alter, é bom ter dinheiro para pagar os passeios e eventuais lanches nos lugares – ou para comprar de ambulantes…
  • Andamos para todo lado de táxi, e todos foram extremamente simpáticos e corretos. Em Santarém então, todos deram dicas, os carros em geral tinham banco de couro e muitos aceitavam cartão. Lá em Santarém não tem Uber, mas o 99Táxis funciona e é uma boa opção – mais barato que ir no relógio.
  • Quando for procurar a sua viagem, veja como vai estar o nível das águas no momento: muitos dos lugares sobre os quais falei e pelos quais me encantei simplesmente podem sumir se o volume de água estiver grande – dê um Google em “Alter do Chão na cheia” para entender o que estou falando.

Estou amando descobrir o Norte do Brasil. Levei décadas para ir para lá e em menos de 6 meses fui duas vezes… Sim, porque fui antes para Manaus, outra viagem sen-sa-ci-o-nal, que ainda não virou post, mas vai virar, em breve!

Enquanto isso, fico feliz de ter conseguido colocar aqui um pouco da minha experiência em Alter do Chão. Lugar que, a partir de agora, mora no meu coração – ai, a rima ficou brega, mas, é verdadeira!

 

 

Anúncios

2 comentários em “Alter do Chão – que lugar!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s