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Apiário Amigos da Terra – Nova Friburgo

Em julho de 2017 passamos alguns dias no circuito Teresópolis-Friburgo, ou Terê-Fri para os mais íntimos. A rodovia RJ-130, conhecida como Terê-Fri é uma estrada que apresenta diversas atrações ao longo do caminho. Uma dessas atrações é o Apiário Amigos da Terra.

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Nunca tinha ido a um apiário na vida, mas como o Amigos da Terra é aberto à visitação, achamos que seria um excelente passeio para a pequena. E quer saber? Foi um excelente passeio para os adultos também.

No site descobrimos a historinha do apiário:

O Apiário Amigos da Terra é uma empresa familiar criada pelo casal Luis Moraes (Médico Veterinário) e Clarice Líbano (Bióloga), que no ano de 1986 decidiram sair do grande centro urbano do Rio de Janeiro mudando-se para o interior do Estado do Rio de Janeiro.

E é um lugar encantador. Super bem cuidado, muito bonitinho mesmo. Espaço verde, laguinhos, balanços e casinhas para crianças brincarem.

Você pode comprar os produtos ou optar por fazer uma visita guiada. Esta pode ser dividida em duas: visita somente ao Museu do Mel ou visita mais demonstração prática nas colmeias.

Fizemos o passeio ao Museu com a guia Giovana, que nos explicou como funciona a colmeia, vida e obra das abelhas-rainhas, tempo de vida das operárias, enfim… Uma aula!

Achei super interessante. Por exemplo: a abelha rainha é uma abelha normal, que começa a ser alimentada com geleia real. Assim, ela fica forte e vive até uns 5 anos – o tempo médio de vida das operárias é de 60 dias.

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Ela explicou também que montam caixas com filetes de madeira para ajudar às abelhas a desenvolverem a colmeia. Mas, olha que interessante: mesmo com uma “guia”, elas acabam fazendo a colmeia do jeito delas… A natureza encontra o seu jeito:

A pequena ficou super interessada! E nós também. Vimos também uma colmeia de abelhas sem ferrão, aí chegamos bem perto sem medo!

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Depois da aula, saímos e eu, por mim, já estava satisfeita. Confesso que o zumbido das abelhas me dá uma certa agonia. Mas perguntamos à pequena se ela queria ver as colmeias – seria uma oportunidade única. E ela quis. Então, lá fomos nós nos paramentar para a experiência:

Eles providenciam roupas, botas e luvas para os visitantes.

Na visita às colmeias, quem nos instruiu foi o Claudinei. Ele explicou que controla o enxame com fumaça: quando as abelhas sentem o perigo de fogo, enchem o abdômen com o máximo possível de mel para um provável período de carestia – de barriga lotada, elas não ferroam, logo, ele pode manipular a colmeia sem perigo (inclusive ele nem luva usa):

Em cada colmeia, existe uma única abelha-rainha, e ela libera feromônios que indicam para as demais abelhas onde é a “casa” delas… Elas não invadem colmeias alheias, pois sabem qual é a sua rainha. Com o passar do tempo, a abelha-rainha vai envelhecendo e as demais percebem a queda no exalar de feromônios. Começam, então, a preparar outra abelha para ser a rainha. Alimentam uma larva comum com geleia real, e quando ela está pronta, assume o posto e a outra é expulsa da colmeia. Vida dura…

A abelha-rainha é maior que as demais, e normalmente é protegida pelas operárias. É até difícil, de acordo com o Claudinei, encontrar uma nas colmeias, porque ela fica sempre protegida / escondida pelas demais. Demos sorte de ver uma, mas a foto infelizmente não ficou decente… Foi muito rápido, e as operárias ficaram em volta da rainha para protegê-la. Mas foi muito legal dar a sorte de ver uma abelha-rainha e a teoria se confirmando. Aula de ciências de verdade, fora da escola!

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Esse bando de abelhas está protegendo a rainha

Pudemos pegar um dos filetes com a colmeia… Elas ficam voando à nossa volta, mas em nenhum momento estavam agressivas. Minha filha não ficou com medo, muito pelo contrário: pegou a colmeia, riu, se divertiu.

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Uma abelhinha no chapéu

Tivemos a sorte de ver abelhas “nascendo”…  E elas já saem dos favos no tamanho normal, e já tem função na colmeia. Já nascem trabalhando.

As caixas das colmeias têm produto em estágios diferentes. Elas são vedadas com o própolis feito pelas abelhas, e o mel tem que ficar maduro para ser colhido. Quando está nesse ponto é levado para centrifugação e preparo.

O passeio foi muito legal, e tivemos os guias só para nós. Nós não agendamos o horário, e mesmo assim o Luis foi muito bacana e, como havia possibilidade, nos atendeu de pronto.

Saímos de lá e ainda compramos mel para levar de lembrança para a família. Eles vendem variedades diferentes – de acordo com a planta, o produto fica com outro sabor – além de trufas e outros produtos feitos a base do produto ou com temática de abelha.

Quando numa viagem você descobre um lugar diferente e que seja ainda educativo e interessante, a sensação é de ter feito um gol! Ficamos muito felizes em conhecer o Amigos da Terra… E eu, mais ainda, de mostrar para minha filha que é possível aprender de forma bem lúdica!

O apiário fica mais próximo de Nova Friburgo que de Teresópolis, e pode ser uma parada para quem resolver explorar a Terê-Fri e estiver no trajeto entre as duas cidades. A visita, com a ida ao apiário, não dura mais que uma hora, logo pode ser um pit stop no caminho. Nós optamos por visitar e voltar para Friburgo. Fizemos, nesse dia, o apiário e o Jardim do Nêgo, lugar super interessante e que também vale post. E, nesse dia, almoçamos no Elo Crescente… Uma experiência divina também!

Quando estava escrevendo esse post conferi os preços das visitas:

Museu do Mel – R$ 10,00 adulto e R$ 5,00 criança

Museu do Mel + apiário – R$ 20,00 adulto e R$ 10,00 criança

Quem quiser agendar a visita pode entrar em contato pelos telefones (22) 2529-4182 e (22) 2529-4333. Grupos podem ter preço diferenciado (escolas, por exemplo). Liguem para o apiário e combinem!

É um passeio bem divertido e diferente! Vale a aula prática de ciências!

 

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