Brasil · Rio de Janeiro

Itacoatiara, meu amor!

Itacoatiara é um lugar de adoração para mim – e acho que para muitas pessoas! Gosto tanto dessa praia que não costumo nem fazer questão de sol para “subir”, como se diz em Niterói. É uma praia na região oceânica da cidade, e apesar de haver outras muito legais, é disparado a minha preferida. Por quê? De fato não sei explicar…
Às vezes fico até com medo de falar tanto dessa praia. É um dos lugares no qual me sinto melhor no mundo (concorre ali com sensação padrão Disney). Sabe quando você faz muita propaganda e pode gerar decepção? Mas…
Eu vou a Itaquá desde, sei lá, meus 14 anos… Ia de “três oitão”, que era o ônibus que ia para lá… Ainda bem que naquele tempo não havia tanto trânsito, e o percurso era tranquilo.
Itacoatiara é uma mulher de fases… Você nunca sabe o que vai encontrar ao chegar lá: a praia batida, que nem os surfistas encaram, ou a praia perfeita com ares de Caribe. Antigamente, quando não havia internet, a gente subia “na sorte”. Não sabia se ia estar batendo, espelho… Mas a gente ia mesmo assim. Só de curiosidade, veja nas fotos abaixo como você pode ser pego de surpresa por uma mesma praia:

Versão Dr Jekill

 

Essas duas acima fui eu que tirei 🙂

 

Foto: aqui
Versão Mr Hyde:
 Foto: aqui
Foto: aqui

Na última visita subi para ir à praia e agora você consegue mais ou menos saber se vai dar para ficar na praia ou se vai ter que ficar na prainha, para poder entrar no mar… Dando uma olhada no site do Rico, vi que a praia estava calmíssima às 7 horas da manhã… Havia esperança! Só que nem no meu sonho mais dourado eu esperava encontrar o Caribe niteroiense!

 

In-crí-vel!

 

No dia seguinte, que por sorte fui de novo, ela já estava diferente: a água menos cristalina, mas bem menos gelada… Havia uma piscininha formada em parte da areia… Realmente, uma “praia de fases”…

 

 

 

Na data que escrevi esse post, ela estava cheia como se fosse um feriado – e ainda não era. Mas estava tão maravilhosa… Fiquei observando a praia, as pessoas, minha filha brincando…

Algumas coisas mudaram: não há mais aquela horda de gente jogando frescobol… a moda agora é a roda de altinho… Outras, achei que permanecem do mesmo jeito: as pessoas leves, bonitas, de bem com a vida… democrática! O contraste do costão com o céu azul do verão do Rio ainda me impressiona.

 

No primeiro dia que visitei, o mar estava incrivelmente transparente. Não é assim sempre. As ondas eram pequenas o suficiente para eu entrar com minha filha e ficar com ela sem nenhum medo. Não é assim sempre. O mate e o biscoito Globo estavam lá. Isso é assim sempre…

Itacoatiara é pra mim, aquele lugar que o Sérgio é o mate sem limão… o Marcelo é o mate com. Na praia, você pode chamar qualquer um de colete azul de Sérgio e de colete amarelo de Marcelo… Não importa o nome real… Eles sabem do que se trata.

Vendedores do Sérgio e do Marcelo
trabalhados no app Prisma

E o mate SEMPRE tem direito a um “chorinho”, que volta e meia é um quarto do copo! Você dá aquele golão e o vendedor já completa! Faz parte do preço! Eu, em Itaquá, incrivelmente tenho desejo de mate… mesmo praia combinando com cerveja… Lá só desejo mate… E biscoito Globo…

Acho que é suficiente, né…

O sol estava um maçarico, o que fazia a água nem parecer tão gelada como de fato estava. Não estava ventando, então o calor vinha com força. Aí, um mergulho no mar transparente e geladinho… Quem pensa em problemas num momento desses? Não dá!

Como chegar: dá pra ir de ônibus, saindo do centro ou de Icaraí, pegando o 38 da viação Pendotiba .

De carro, bom contar com um GPS; sugiro o caminho por São Francisco, pode ser um pouco mais longo mas é mais tranquilo. De Uber, partindo das estação das barcas no centro, calculei na data que escrevi esse post: trecho de ida na faixa de R$52 de Uber – X e entre R$ 85-112 de Uber Black. Carinho, né…

 

 

Também na data que fui, o mate custava R$ 3,00. O biscoito Globo era R$ 4,00, sendo que 3 pacotes saem por R$ 10,00.

O sanduíche do Sérgio (que acredito ser o mesmo preço do Marcelo) era R$ 8,00. E antes que o incauto leitor ache caro, digo que o sanduíche é tipo um almoço, contando inclusive com opção vegetariana:

 

E olha que curioso: achei o Márcio, mesmo vendedor que atendeu à blogueira Viajadora no post sobre Itaquá! Ele foi um dos meus fornecedores de mate durante os dois dias… Como quem é daqui diz, “Niterói tem três pessoas: eu, você e alguém que a gente conhece em comum…”

O Márcio, que sai mais uma vez num post sobre Itacoatiara

É um programa bacanérrimo para quem ama praia e tiver a oportunidade de conhecer.

Se chegar e estiver muuuuito forte, há um nesga de praia no canto direito, depois do pedaço de praia conhecido como Pampo (nome de um clube que há por ali): a prainha! Lá não tem tempo ruim: a prainha sempre permite um banho gostoso, pela disposição das pedras. Então, se jogue! Itacoatiara merece visita!

 

 

Momentos da prainha… E não se engane: ali, só marolinha

 

Não é uma praia com mesas na areia, acho que a prefeitura não permite. Há barracas, como a do Pisca, que são antigas e hoje alugam cadeiras e barracas.

Achei um post super bacana sobre minha amada praia aqui! E mais dicas práticas aqui.

Bom, não sei porque tenho tanto amor por esse lugar. Acho que muitos niteroienses têm. Talvez por ser um lugar mágico. Ou por ser um lugar bonito. Ou por ser um lugar alto astral…
Ou não.
Acho que sei o motivo: Itacoatiara não é um lugar. É um sentimento.
É… acho que é isso!

3 comentários em “Itacoatiara, meu amor!

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