Brasil · Rio de Janeiro

Petrópolis na Disney – ou a Disney em Petrópolis?

Não consigo responder essa pergunta direito… E qual é a desse post? Bom, como já disse no Instagram (@nomealazer) eu amo a Disney… Mas amo viajar. Não consigo passar muito tempo sem estar pensando e planejando passagens, viagens, novos passeios.
Infelizmente a crise que vem pegando todo mundo não me deixou de fora. Estou realmente conservadora no quesito viagens, porque quem viaja por conta própria, por hobby e sem ter uma perspectiva de aumento na proporção do dólar, tem mais é que ser criativo e ampliar os horizontes.
Por isso, queridos amigos, vou começar a falar de outras viagens que fiz. Como muitos viajam para muitos lugares – inclusive eu – sinto a necessidade de ampliar meu foco para poder continuar contribuindo com quem gosta dos meus textos.
Para começar, vou falar de Petrópolis.
E por que esse título? Gente, não tem jeito… Eu chego no lugar e as primeiras coisas que noto são formas que, para mim, lembram o Mickey e a carruagem da Cinderela. Aliás, essa última até minha filha de 5 anos viu…

 

Quem também vê uma carruagem?

 

Eu conto 4 Mickeys nessa foto
Passamos dois dias no mês de janeiro de 2016 na cidade. Partindo de Niterói, alugamos um carro para subir a serra. A estrada foi tranquila – era o mínimo esperado, pois há um pedágio de R$ 11,20 para passar por ela (na ida e na volta).
Chegamos na Pousada Princesa Isabel – Visconde por volta das 11:45 da manhã – bem antes do horário de check in. Para nossa alegria, nosso quarto já estava pronto e foi liberado sem nenhum custo adicional. Quarto todo novinho, tudo muito bonitinho. Aliás, tirando o fato de a pousada ficar numa rua sem muito charme e um pouco afastada do centro histórico, eu AMEI tudo! Mas especialmente o atendimento. Super simpático e atencioso, até mesmo antes de chegarmos: por email recebi confirmação da reserva e entrei em contato para perguntar sobre clima e fui prontamente atendida.

 

Detalhes charmosos da pousada
Mas tem horas em que o atendimento é posto à prova, e nossa primeira noite foi uma amostra disso: a pequena passou mal – de madrugada e no café da manhã… E passou mal mesmo – entenderam? Literalmente… Nossa, uma situação super desagradável, mas que foi contornada pela equipe da pousada com muita cortesia. Momentos em que você agradece por haver pessoas boas e empáticas no mundo…

 

Pensei que no primeiro dia a pequena fosse querer ir pra piscina – a escolha da pousada foi por conta de haver uma piscina e o preço ser honesto. Mas ela não quis, e partimos para o Museu Imperial. A cidade já está sofrendo com a quantidade de carros, então, apesar de haver estacionamento rotativo público, não conseguimos vaga. Paramos num estacionamento particular perto do Museu, que cobrava R$ 8,00 a hora (e não aceitava cartão).

 

Aproveitamos para comer no Duetto’s, bistrô que há dentro da propriedade do Museu. Foi bem agradável e tinha um preço honesto também.
Eu vou… eu vou… almoçar agora eu vou…
O bistrô aceita cartão de crédito. A loja do Museu (dentro do Museu) também. Mas a entrada do Museu só em dinheiro. Apesar de não ser absurdamente cara – custava R$ 10,00 a inteira para adulto, menores de 7 anos não pagam – é sempre bom lembrar disso. Eu sou daquelas que vive sem dinheiro e pago tudo no cartão. Por sorte, quando viajo, sempre levo um pouco. Mas acho péssimo um ponto turístico como esse não aceitar cartão. Não entendo.

 

 

Andar de pantufas é uma diversão
Eu tinha uma memória afetiva muito bacana de andar de pantufas no Museu, quando meus pais me levaram. Fui com uns 6 anos, eu acho, e só me lembrava de escorregar pelos corredores “ostentação” do Museu. E foi o que a pequena mais gostou: escorregar de pantufas… Ah, ela também gostou da “privada real”… Não havia esgoto e água encanada, logo existia literalmente um “trono” para uso real.

 

Dentro do Museu não são permitidas fotos, por isso que só tenho essas acima.
Uma dica: há apresentações especiais no Museu: o Espetáculo Som e Luz e o Sarau Imperial. Mas não conseguimos ir, porque o Som e Luz acontece de quinta à sábado, e o Sarau às sextas e sábados. Nós fomos em outros dias da semana. Mas já planejo um repeteco para assistir a esses dois eventos. Leve em consideração que para esses o ingresso é mais carinho, como vou reproduzir abaixo – copiei daqui:


Som e Luz: um espetáculo como você nunca viu nem ouviu; 
Apresentações: De quinta-feira a sábado às 20h – 
Adultos: R$ 20,00
Estudantes e professores – R$ 10,00
Idosos +60 – R$ 10,00Idosos +80 – GRATUITO
Menores de 7 anos – GRATUITO
Pacote familiar: 2 adultos + 2 estudantes ou 2 idosos – R$ 50,00
Pacote individual: Som e Luz + Um Sarau Imperial= R$ 26,00 (inteira) R$ 13,00 (meia)
Som e Luz + Um Sarau Imperial + Museu = R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Ingresso promocional para moradores de Petrópolis (somente às sextas-feiras): R$ 5,00 Mediante identificação (identidade/comprovante residência)

 
Pelas fotos do site, fiquei bem tentada a voltar. Vamos ver quando!
As atrações no centro histórico são todas perto umas das outras; se você for uma pessoa bem disposta, dá até para caminhar. Não era o nosso caso: com criança não dá para exigir muito se não houver um carrinho junto!
Continuando o passeio: saímos do Museu e fomos visitar a fábrica da Bohemia. Foi a primeira cervejaria do Brasil, fundada em 1853. Você pode fazer uma visita guiada, que custa R$ 28,00 por adulto (preço de inteira). De acordo com as informações de ingressos – aqui – menores de 18 anos não pagam, mas só entram acompanhados de um responsável.

 

 

 

Nossa, eu adorei o passeio! Você visita diversas salas interativas, onde lê sobre a história da cerveja desde antes de Cristo.

 

 

 

Choppinho exclusivo
Vê malte, degusta o chopp da Bohemia – que só é vendido lá e é uma delícia – e ainda pode fazer diversos personalizados: cartões, brasão de cervejaria… Essa parte interativa é legal pois as crianças podem participar, já que obviamente a degustação é terminantemente proibida para menores!
Brasões feitos pela pequena

A curiosidade que achei mais legal foi sobre a previsão de produção de cerveja no Código de Hamurabi! Eu sabia da lei de Talião, mas descobrir que, de acordo com o código, quem vendesse cerveja ruim deveria ser morto foi novidade pra mim!

O passeio continua por diversas salas, e ao final, mais uma degustação.
Após degustar chopp exclusivo, fomos convidados a provar a Caá-Yari

 

Você recebe por email as ações interativas. O ingresso de entrada é uma pulseira com código de barras que você cadastra com seus dados. Depois, bastar ler o código nas telas interativas para solicitar que o email vá para sua conta!

 

E ao sair, há uma lojinha que vende diversas coisas bacanas, ótimas para dar de lembrança… Bonés, camisetas e até mesmo produtos de outros fabricantes da cidade, como o chocolate Katz.

 

O passeio custa R$ 28 por adulto. E valeu! Muito bem organizado, pessoas solícitas e o espaço físico é mesmo nota 10.

 

Nós chegamos com pouco menos de uma hora para visitar, pois viemos já depois de ter ido ao Museu. Acho que o ideal é chegar com um folga de duas horas, para poder fazer tudo com calma, ler todas as informações sem correria. Fomos durante a semana e estava super tranquilo. Mas no final de semana acho que é mais concorrido! Ainda assim, acredito que pra quem está lá é um passeio bacana. Na fábrica há ainda um restaurante, mas que só abre aos finais de semana. O bar estava aberto, e foi onde jantamos! Comi um sanduíche de filé delicioso!
No dia seguinte acordamos e fomos rodar alguns pontos turísticos que faltavam! Começamos pelo Palácio de Cristal: um salão de vidros no meio do centro histórico, dentro de um jardim bem bacana.
Havia uma exposição de orquídeas. Não há necessariamente muito o que ver, mas dá para imaginar as festas e bailes que aconteciam ali. Devia ser muito bonito! Ah, e foi lá que eu vi a carruagem da Cinderela – a foto que está no começo do post!
Em seguida, passamos pela réplica do 14 Bis:
O que indicava que estávamos perto da nossa próxima parada: a Encantada, a casa de Santos Dumont! A casa foi projetada por ele, e possui o ar de praticidade com engenhosidade de seu dono. Há uma sala com informações históricas onde passam um vídeo sobre a vida desse grande inventor; eu saí com a impressão de que ele é pouco valorizado pelos seus feitos. Como disse meu cunhado, se ele fosse americano ou europeu, talvez houvesse filmes famosos sobre sua história. Fiquei curiosa para saber mais!

 

A casa é super interessante; é onde há a famosa escada que você só pode começar a subir com um pé ou outro!
Ela foi projetada para ninguém machucar as canelas nos degraus. Ele também bolou um chuveiro diferente para a época, que continua lá! A entrada custa R$ 8,00 para adulto (minha filha não pagou), e novamente não aceitam cartão de crédito.
Uma dica: as lembrancinhas da cidade vendidas aqui eram mais baratas que as do Museu Imperial – e ambas as lojas aceitam cartão.
Uma coisa bacana: há uma maquete tátil para deficientes visuais!
Maquete para deficientes visuais: ela se abre e há indicações dos cômodos em Braile

 

Foi um passeio bacana, e a pequena curtiu muito! Agora, olhe só: nós chegamos e estacionamos o carro atrás desse carro com o adesivo do Orlando City! Eu tento sair de Orlando, mas Orlando não sai de mim.
Na mesma área da Encantada está o Relógio das Flores e o Museu de Cera. Não fomos nesse último, então não posso opinar. Mas na entrada dele estava uma imagem do Jack Sparrow… Não consigo mesmo parar de ver Disney em todo lugar!
Jack Sparrow lá em cima me fazendo lembrar de Orlando

 

Almoçamos num restaurante a quilo – Paladar – super honesto e bonito! Ficava num casarão antigo, bastante original, e a comida era bem gostosa. Para uma pausa no meio do dia de passeio foi uma boa solução.

 

Essa foto eu que tirei…

 

Essas eu tirei do site deles, aqui

De lá, como estávamos de carro, fomos conhecer o Trono de Fátima. No alto de uma montanha, há um monumento a Nossa Senhora de Fátima, uma estátua bem grande. Um resuminho que copiei daqui:

O monumento, foi concebido por Heitor da Silva Costa, mesmo autor do projeto do Cristo Redentor. Possui 14m de altura e uma vista privilegiada do Centro Histórico. A imagem de Nossa Senhora de Fátima, que pesa 4 toneladas e mede 3,5m e a do anjo Gabriel sobre a cúpula, de 1m de altura, foram esculpidas em mármore branco pelo italiano Enrico Arrighini. A cúpula se apoia em sete colunas, representando os dons do Espírito Santo. A construção contou com ajuda popular, tanto na arrecadação de fundos, quanto na obra em si. Na parte inferior existe uma capela.

 

 

Nesse dia ainda fomos visitar a Catedral São Pedro de Alcântara. Lembra dos Mickeys? Eram aqui. Mas brincadeiras à parte, a Catedral é muito, muito bonita! Tem um estilo que eu diria que é meio gótico… Dentro dela fica tocando canto gregoriano, o que faz a visita ainda mais gostosa. Há o mausoléu da família imperial: ali estão os restos mortais de D. Pedro II, de sua esposa D. Teresa Cristina, da Princesa Isabel e do Conde D’Eu, seu marido.
Muitas vezes viajamos para outros países e vamos conhecer igrejas e outras construções históricas… E não nos damos conta de como nossas construções são lindíssimas também. Vale a visita, independente da sua crença. É história pura!

 

 

 

 

Recebemos no Duetto’s um folder com dicas de pousadas e restaurantes da cidade, que juntos oferecem experiências inspiradas nos tempos imperiais. Um dos lugares era a cervejaria artesanal Buda Beer. Que lugar bacana! Eles fabricam as próprias cervejas, e há “réguas” de degustação. Deixei para o marido, pois era a “amiga da vez”. Aproveitei as comidinhas: porções de salgados que são receitas do Aconchego Carioca, barzinho do Rio famoso pela sua cozinha fantástica.

 

O lugar é lindo! Até o banheiro me deixou encantada, pela ambientação.
Não resisti a esse banheiro lindo! Tive que fotografar!
Chegamos cedo, pois o plano era jantar em outro lugar. E estava bem tranquilo. Mas acredito – pelo que ouvi na cidade – que deve ficar lotado nos finais de semana.
A dica: o bar fica numa rua com péssima área para estacionar – não tem como mesmo. Mas eles fizeram uma parceria com uma igreja que fica na rua antes do bar e há um estacionamento rotativo grande, com vigia e preço razoável. A melhor opção.
O atendimento no bar foi impecável, e a dona conversou conosco sobre os planos, sobre a produção… Enfim, se você gosta de cerveja talvez Petrópolis seja mesmo um lugar para conhecer.

De lá saímos para jantar num restaurante bem indicado pelo Eduardo, da pousada, e pela dona do Buda Beer: o Bordeaux Vinhos – Ipiranga. Ele fica no mesmo terreno da chamada “Casa dos sete erros“, que é uma atração que ficou para a próxima visita… O restaurante é super agradável e o atendimento também foi muito bom! Como estava escuro, e minhas habilidades fotográficas não são lá essas coisas, tirei foto apenas do prato:

 

Magret delícia com risoto

Mas para ter uma ideia, tirei do site deles as três fotos abaixo, que representam bem o lugar:

 

 

Vale a pena visitar. No almoço ainda oferecem pratos executivos – essa foi a dica da dona do Buda Beer (que infelizmente não guardei o nome).

No dia seguinte era já hora de voltar para minha amada Niterói. Mas demos uma passada no Palácio Quitandinha, que hoje é uma área administrada pelo SESC. Mais uma vez nota-se a suntuosidade dos chamados anos dourados… Tudo muito opulento, tudo muito grande! Os pisos lindos, salões de diversos tipos… Havia uma exposição sobre o cartunista Lan quando fomos. Na frente, um lindo lago. Lá dentro, um boliche que infelizmente não era permitido para crianças. Nota-se que o lugar carece de uma boa manutenção, mas ainda assim continua um prédio bonito e que nos remete a outros tempos… Tempos de glamour, como diz meu pai.

 

 

Todos os preços que citei aqui foram de janeiro de 2016 – e todos pagos por mim! Como disse, o dia que eu ganhar algo com o blog vou fazer questão de dizer… Significará que estou ficando importante!
Espero que tenham gostado desse passeio por outro lugar – já haviam me falado para fazer isso (e tenho um post sobre Punta Cana ensaiado na cabeça mas que não consegui trazer para cá).

 

 

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